Pesquisas científicas japonesas concluíram que existem fortes evidências de que as doenças periodontais (das gengivas) estão ligadas a certas doenças cardíacas. Pessoas que apresentavam pequenas bolsas nas gengivas e perdas ósseas dos dentes, tiveram importantes alterações do eletrocardiograma, indicativas de provável cardiopatia.
A doença periodontal é uma infecção crónica das gengivas que no seu estágio inicial é conhecida como gengivite, muito comum. Sabemos que na verdade é uma inflamação com sangramento da gengiva. Posteriormente o estágio em que se transforma em situação irreversível é chamado de periodontite. Numa fase mais avançada esse problema causa dificuldades de mastigação, dores, importantes perdas ósseas e em consequência disso perda dos dentes e agora, também evidenciado, um alto risco de doença cardíaca como a miocardite e endocardite bacteriana.
Estudos preliminares demonstraram que a periodontite provocava elevação dos níveis da proteína C-reativa e outros marcadores de inflamações do organismo, que há algum tempo cardiologistas descobriram serem indicativos de uma grave doença degenerativa das artérias, a aterosclerose (que significa o endurecimento das artérias). Esses factos fizeram com que os cientistas aprofundassem os estudos relacionando periodontite e cardiopatia. Delimitaram bem os detalhes do problema: as bolsas gengivais, para terem importância na saúde do organismo deveriam ter uma profundidade maior que dois milímetros, além de uma grande perda óssea dentária. Assim sendo, esses problemas odontológicos passavam a ter um significante risco de anormalidades cardíacas, registadas no velho, mas, muito útil eletrocardiograma.
A conclusão óbvia é a de que não podemos perder tempo se surgir algum problema bucal, devendo procurar o tratamento odontológico. Não se esqueça de um bom estado dos dentes e das gengivas, além da beleza estética e hálito agradável, o seu coração agradece!!